22-03-2007
Como comprar?
Veja o carro sempre à luz do dia; Evite
garagens ou locais escuros; Procure por bolhas de ferrugem ou o pulverizar de
tinta na carroçaria; Localize ferrugem ou massa plástica passando um imãn na
chapa.
Verifique as folgas e os encaixes de capot, portas e porta-bagagens; Meça a
distância das rodas em relação às abas dos pára - lamas; Veja se os eixos estão
exactamente perpendiculares à carroçaria; Confira se o número do chassi bate com
os documentos; Procure por sinais de raspagem ou regravação no número do chassi;
Ouça o motor com atenção, batidas metálicas indicam necessidade de
rectificações; Fumos e óleo no escape apontam má vedação ou motor cansado;
Ferrugem no radiador é sinal de corrosão no sistema de refrigeração
Antes de comprar, faça um levantamento do
modelo de sua preferência nas revistas e jornais para ter uma ideia do preço de
mercado.
Informe-se sobre a marca, modelo, cor, ano de fabrico, quilometragem, placa e os
equipamentos opcionais ( ar -condicionado etc.) para ver se o valor pedido pelo
vendedor está de acordo com o valor de mercado.
Anote todos os dados desses automóveis em fichas, para depois fazer uma
comparação sobre o que oferece cada modelo.
Importante: a compra de um veículo usado seja a particular ou comerciante,
e de acordo com a Lei o comprador pode contar sempre com uma garantia legal para
eventuais defeitos que vierem a ocorrer no veículo no prazo de um ano.
Com alguns anúncios e anotações à mão, vá ver todos os carros de seu interesse.
O melhor é começar cedo, geralmente, quem se levanta tarde acaba por perder os
melhores negócios. Ao chegar ao local onde o veículo está, verifique se as
informações contidas no anúncio conferem com as do carro.
Verifique a autenticidade dos documentos. Confira os números do chassi, o nome
do proprietário, o tipo de combustível, etc. Desconfie de cópias de documentos,
mesmo que sejam autenticadas.
Veja no documento se existe alguma advertência, como Reservas de propriedade...
Quando um carro é financiado, ele pertence a financeira e só passa ao nome do
comprador após a quitação de todas as prestações. Sem Reserva a transferência
definitiva da propriedade do veículo é muito mais segura e rápida.
Atenção: modificações na potência do motor, no combustível, cor da pintura,
carroçaria ou equipamentos precisam estar devidamente homologados no documento
do veículo. O novo Código de Estrada vai remodelar uma série de restrições e
punições nesse sentido. Fique atento!
Chame um mecânico ao local ou leve o carro ao mecânico de sua confiança para
fazer um teste e uma inspecção final do veículo antes de fechar o negócio.
Examine o carro sempre à luz do dia (evite vê-lo à noite ou em dias de chuva).
Locais fechados (como garagem) ou escuros escondem os defeitos na carroçaria ou
eventuais colisões.
Fique atento para ondulações e pequenos amassados na chaparia: existindo
diferenças nas quinas de capot, folgas irregulares entre capot, portas e tampa
de porta-bagagens é bem provável que o carro tenha sido batido.
Olhe o perfil lateral da carroçaria à procura de depressões e deformações.
Verifique o alinhamento dos eixos: veja se todas as quatro rodas mantêm
distâncias semelhantes em relação às abas e parte superior dos pára - lamas.
Veja se os eixos estão perpendiculares à carroçaria. Um desalinhamento pode
significar que o veículo já sofreu um acidente mais grave. Essa verificação é
mais fácil de ser feita com o carro em movimento, pedindo para alguém segui-lo
com outro veículo.
Bolha na pintura é sinal de ferrugem. Procure por sinais de ferrugem nas grelhas
de ar junto ao capôt, debaixo das borrachas de vedação de capôt, portas e do
porta - malas, nas calhas, e também na parte inferior de pára - lamas, batentes,
portas e tampas.
Bata na chapa, observando a diferença de som, para descobrir pontos com massa
plástica. Ou passe um imãn encoberto com um pano sobre os locais suspeitos. Na
lata, o imã vai aderir firmemente. Se houver massa plástica em alguns pontos, o
imã se desprenderá.
Pintura muito brilhante indica que o carro foi polido ou pintado para disfarçar
possíveis mazelas. Procure por manchas de tinta nova. Fique atento às diferenças
de tons, brilho excessivo ou pulverizar de tinta em frisos, borrachas ou partes
da carroçaria.
Confira se as portas, porta-bagagens e capôt estão a fechar correctamente e se
encaixam perfeitamente nos batentes quando trancados. Se estiverem fora de nível
ou de esquadro, encostando demasiadamente nas laterais, podem indicar que o
carro já foi batido.
Teste os amortecedores balançando o carro pelos pára - lamas. Com o peso do
corpo sobre as mãos, pressione para baixo e solte rapidamente. Se a carroçaria
balançar duas ou três vezes, em sequência, é porque os amortecedores já estão
gastos.
Carroçaria inclinada na frente ou atrás, ou mesmo desnivelada em um dos lados,
indica que as molas da suspensão estão gastas, comprometendo a segurança do
veículo.
Desgaste irregular nos pneus pode indicar desalinhamento de direcção ou da
suspensão ou ainda falta de balanceamento das rodas (aros excessivamente
amassados ou fora de centro).
Com o carro suspenso, balance simultaneamente as rodas dianteiras para dentro e
para fora. Se houver folga, pode indicar rolamento gasto ou ainda folga
excessiva nas rotulas ou terminais de direcção.
Vire a direcção totalmente e, em primeira faça várias curvas de 360 graus.
Depois vire o volante para o lado oposto e repita o procedimento. Se ouvir uma
sequência de estalos é sinal que a junta homocinética está com defeito e precisa
ser trocada.
Ligue o motor e deixe-o aquecer. Dê algumas aceleradas bruscas e observe os
ruídos. Batidas metálicas fortes podem indicar folgas ou desgaste excessivo de
componentes móveis internos e que o motor tem algum sério problema interno.
Enquanto estiver a acelerar, verifique se sai fumaça do escape. Depois olhe para
a ponteira de escape, se sujo de óleo ou a soltar muita fumaça é sinal de que há
consumo interno em excedente de óleo ou que o motor está no fim de sua vida
útil.
Teste a compressão do motor, descendo com o veículo em primeira marcha, sem
acelerar. Se a vedação dos anéis dos cilindros estiver boa, o carro vai manter
uma velocidade uniforme, sempre reduzida
Teste a caixa de velocidades trocando cada uma das suas marchas para ver se não
ocorrem arranhões ou dificuldades nos engates. Marchas que saltam com o carro em
movimento é sinal de que as engrenagens e/ou o anel sincronizado estão avariados
ou desgastados.
Faça algumas travagens para verificar o estado dos travões. Se a direcção puxar
para um dos lados, o volante trepidar ou surgir ruído metálico durante a
travagem é sinal de que há deficiências nos travões. Pedal de travão muito duro
é sinal de problema no sistema.
Andando em linha recta e em asfalto plano, solte rapidamente o volante com o
carro em movimento. Se a direcção puxar para um dos lados pode ser que o sistema
esteja desalinhado. Volante a trepidar em velocidade elevada indica falta de
calibragem.
Com o carro parado ou em movimento e as rodas em linha recta, movimente o
volante suavemente de um lado para outro. Folga excessiva compromete a
dirigibilidade e estabilidade direccional do veículo.
Fique atento a manchas de água ou óleo no chão. Com o capôt aberto, olhe o motor
por cima à procura de sinais de óleo. Procure nas juntas do bloco do motor,
juntas do cabeçote, da transmissão (todas graves), do cárter, tampa de válvulas
e do diferencial.
Com o motor frio, verifique a coloração da água do radiador ou do reservatório
de expansão. Sinal de ferrugem indica descuido com a manutenção do carro e sinal
de óleo pode revelar que o lubrificante contaminou o sistema de refrigeração.
Procure também por sinais de vazamento de água no chão, no bloco do motor, bomba
de água, braçadeiras e mangueiras. Perda repentina de água pode fazer o motor
aquecer em demasia ou queimar junta da cabeça muito rapidamente.
O sobreaquecimento pode ser provocado por perda de água, entupimento das
mangueiras ou do sistema de refrigeração, travamento da válvula termostática do
bloco do motor, pane na ventoinha etc., causas nem sempre fáceis de identificar
a tempo.
Confira se o velocímetro bate com a quilometragem declarada, olhando o manual do
proprietário e a etiqueta da troca do óleo. Também dá para se ter uma ideia
melhor sobre a idade real do carro pelo estado dos bancos, desgaste de tapetes,
pedais e pneus..
Ao sentar-se, veja se os bancos estão rasgados, afundados ou soltos -sinais de
veículo já está muito rodado -, o que pode comprometer a segurança e causar
acidentes.
Verifique se todos os comandos estão funcionando correctamente: faróis, limpa
pára-brisas, desembaçiador, pisca-pisca, luzes de travão, buzina, velocímetro,
pisca, marcador de temperatura e outros equipamentos.
Veja também o funcionamento e/ou o estado de espelhos retrovisores,
pára-choques, iluminação da chapa de matricula e travão de mão.
Levante os tapetes para ver o piso. Marcas de ferrugem, água ou humidade no piso
podem indicar problemas de má vedação nas borrachas de vidros e portas ou
buracos no piso. Piso enferrujado ou esburacado pode colocar em risco a
segurança do veículo.
Confira se o carro tem todos os equipamentos obrigatórios exigidos por lei (
macaco, triângulo de sinalização, chave de rodas, cintos de segurança e o seu
estado de conservação.
Verifique também o estado e o funcionamento dos equipamentos opcionais, tais
como ar condicionado, direcção assistida, vidros, espelhos, desembaciadores
eléctricos, aparelho de som, etc.